28 DE MAIO: DIA NACIONAL PELA REDUÇÃO DA MORTALIDADE MATERNA

28/05/2014


-- A taxa de mortalidade materna considerada aceitável pela OMS é de 20 mortes de mulheres por 100 mil nascidos vivos --

Desde 1984, o dia 28 de maio foi instituído como o Dia Internacional de Saúde da Mulher, chamando especial atenção para a ação direcionada à redução da mortalidade materna (a que acontece durante o parto e até 42 dias após o mesmo; atualmente se considera também a mortalidade tardia, que ocorre até um ano após o parto) e as de abortos em decorrência de procedimentos inseguros, que tem ficado entre a terceira e quarta causas de morte materna nos países pobres.

A partir da Constituição Federal de 1988 e com o processo de consolidação do SUS (Sistema Único de Saúde), o Ministério da Saúde declarou o dia 28 de maio como Dia Nacional pela Redução da Mortalidade Materna, chamando atenção para a necessária melhoria dos serviços de atenção ao pré-natal e ao parto e preparo dos profissionais de saúde.

A taxa de mortalidade materna considerada aceitável pela OMS (Organização Mundial da Saúde) é de 20 mortes de mulheres por 100 mil nascidos vivos. Segundo informações da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres da Prefeitura de São Paulo, o Brasil vem envidando esforços para reduzir a taxa de mortalidade materna, atualmente em torno de 66 por 100 mil nascidos vivos.

As principais causas da mortalidade materna são a hipertensão arterial, a hemorragia, as complicações decorrentes de aborto realizado em condições inseguras, a infecção pós-parto e as doenças do aparelho respiratório. Muitas vezes, a realização de exames simples pode prevenir complicações para a grávida e para o bebê. Por vezes, as mulheres correm riscos porque não se sabe que elas tem pressão alta ou diabetes. Além disso, o risco de morte materna está diretamente relacionado ao nível socioeconômico das mulheres: pesquisas mostram que o maior índice no Brasil é de mulheres pobres, em especial as mulheres negras.

As mortes maternas geralmente estão relacionadas à falta de acesso a serviços de saúde de qualidade, principalmente nas áreas rurais. Além do despreparo dos profissionais de saúde, da falta de humanização do atendimento e de serviços funcionando em condições precárias, também contribuem para esse grave problema as condições sociais e econômicas desfavoráveis das mulheres, que incluem pouca escolaridade, baixa renda e desemprego.

A falta de acesso e o uso inadequado de métodos anticoncepcionais, além do número insuficiente de serviços para o atendimento da mulher vítima de violência sexual, também resultam em um grande número de gestações indesejadas e, consequentemente, na realização de abortos clandestinos, feitos sem condições de segurança, que aumentam os riscos de morte materna.

HOSPITAL DE MATÃO CONTA COM 'AMBULATÓRIO PARA GESTANTES DE RISCO'

Na luta para ajudar a reduzir a mortalidade materna no Brasil, o Hospital Carlos Fernando Malzoni conta com um 'Ambulatório para Gestantes de Risco' referenciado pelas Unidades Básicas de Saúde de Matão e outros 24 municípios compreendidos pelo Departamento Regional de Saúde de Araraquara (DRS III), para a realização de pré-natal em gestantes de risco de complicações maternas e fetais.

“Ao chegar, a gestante realiza uma pré-consulta com uma enfermeira e, em seguida, é atendida por um médico especialista, que solicitará ultrassonografia com doppler, cardiotocografia e exames laboratoriais, se necessário. Quando identificada alguma alteração na gestação, a gestante de risco fica internada, na maioria das vezes, até o seu bebê nascer. Havendo necessidade, ela também será atendida por psicóloga e nutricionista”, explica a enfermeira obstetra Natalia Wetterich.

O 'Ambulatório para Gestantes de Risco' funciona de segunda à sexta, no período da manhã. Mas, em qualquer dia da semana e a qualquer hora a gestante de risco pode ser encaminhada, se necessário, após consulta prévia no pronto-socorro de sua cidade.

Fontes consultadas:

* Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres da Prefeitura de São Paulo
* ONG Rede Mulher de Educação

Fonte: Hospital de Matão


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