GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS TAMBÉM É UMA DAS PREOCUPAÇÕES DO HOSPITAL

05/06/2014


Celebrado anualmente no dia 5 de junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente foi estabelecido pela Assembléia Geral das Nações Unidas, em 1972, com o intuito de catalizar a atenção e a ação política de povos e países para aumentar a conscientização e a preservação ambiental.

Dentre as formas de preservação do meio ambiente encontra-se o correto gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde (RSS), que podem produzir poluição e doenças se não forem manejados adequadamente. Resíduos biológicos ou infectantes e, especialmente, perfurocortantes representam um risco para quem possa entrar em contato com eles. De acordo com as estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), 40% dos casos de hepatite e 12% dos casos de AIDS no mundo, devem-se à exposição ocupacional.

Em atendimento à Resolução RDC nº 306, de 7 de dezembro de 2004, que dispõe sobre o regulamento técnico para o gerenciamento de RSS, o Hospital de Matão, através do seu Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT), obedece o Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS), manejando corretamente os RSS gerados, visando à segregação, acondicionamento, coleta, armazenamento, transporte, tratamento e disposição final dos mesmos.

Resíduos perfurocortantes: são objetos e instrumentos contendo cantos, bordas, pontos ou protuberâncias rígidas e agudas, capazes de cortar ou perfurar, tais como: lâminas de barbear, bisturis, agulhas, escalpes, ampolas de vidro e lâminas. Por oferecerem risco de ferimento e consequente contaminação por doenças, dentro do Hospital este tipo de resíduo é descartado em recipiente rígido e identificado.

Resíduos biológicos ou infectantes: são resíduos com a possível presença de agentes biológicos que, por suas características, podem apresentar risco de infecção, tais como: material de curativo, luvas, sondas e seringas de dieta, equipos, bolas de algodão, sonda de aspiração e vesical, entre outros. No Hospital, este tipo de resíduo é descartado em sacos brancos identificados, que ficam em coletores igualmente identificados e dotados de pedais para evitar o contato manual.

Resíduos orgânicos: são resíduos de origem animal ou vegetal, tais como: restos de alimentos resultantes do preparo de refeições e dos pratos que retornam dos quartos de pacientes. Estes resíduos são descartados somente na cozinha do Hospital, dentro de sacos pretos, que ficam em coletores identificados e dotados de pedais.

Os resíduos perfurocortantes, biológicos ou infectantes e orgânicos são retirados do Hospital por empresa especializada, que após realizar tratamento por micro-ondas para descontaminação e descaracterização, seguindo padrão estabelecido pelo Certificado de Destinação Industrial de Resíduo (CADRE), encaminha o material para aterros sanitários devidamente licenciados pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (CETESB).

Resíduos comuns: são resíduos que não apresentam risco biológico, químico ou radiológico à saúde ou ao meio ambiente, podendo ser equiparados aos resíduos domiciliares, tais como: papéis em geral e copos descartáveis. São descartados em sacos pretos comuns, que ficam em coletores identificados dentro do Hospital, e são recolhidos pelo serviço de coleta de lixo da Prefeitura e levados ao aterro sanitário.

Resíduos recicláveis: são materiais limpos que podem ser reutilizados para fabricação de novos produtos, tais como: frascos de soro, metais em geral (sobras de processos do setor de Manutenção) e embalagens plásticas e de papelão. No Hospital, estes resíduos são descartados em sacos pretos comuns, que ficam em coletores identificados, e são vendidos a uma empresa, mediante contrato formal. O dinheiro resultante da venda destes materiais é revertido aos colaboradores da instituição, através da contratação de palestrantes para qualificação profissional, aquisição de brindes para eventos e ajuda de custo para festa de confraternização de final de ano.

Resíduos químico sólidos: são materiais com característica de periculosidade que podem apresentar risco à saúde pública ou ao meio ambiente, tais como: lâmpadas fluorescentes e pilhas. Periodicamente, as lâmpadas queimadas são recolhidas por empresa certificada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), que realiza descontaminação e descaracterização do material. As pilhas são descartadas em coletores identificados, localizados nas recepções do Hospital, e recolhidas pela Sociedade Vegetariana Brasileira, que se encarrega de destinar o material corretamente.

“Além de trabalhar para o bem-estar e o restabelecimento da saúde dos pacientes e em favor da promoção da segurança no trabalho dos colaboradores, o Hospital de Matão possui uma preocupação crescente com a preservação da saúde pública e da qualidade do meio-ambiente, adotando soluções para minimizar, cada vez mais, o impacto ambiental por resíduos gerados dentro da instituição”, afirma Jonas Contarim, responsável pelo SESMT do Hospital.

Fonte: Hospital de Matão


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