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Dicas de Saúde

‘Novembro Azul’ destaca prevenção ao câncer de próstata

Novembro azul destaca prevenção ao câncer de próstata

A cada hora, sete homens recebem o diagnóstico da doença

O Hospital Carlos Fernando Malzoni em parceria com o Instituto Oncológico de Ribeirão Preto, Inorp-Oncoclínicas, iniciaram a campanha ‘Novembro Azul’, que é um movimento mundial que acontece durante o mês de novembro para reforçar a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de próstata que atinge homens em uma prevalência maior acima dos 50 anos. Desta vez, as fachadas do hospital receberam as cores azul e fitas alusivas à campanha estão sendo distribuídas aos homens.O Inorp-Oncoclínicas divulgou este mês os dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) sobre o câncer de próstata e revelaram um quadro preocupante: até o final do ano estima-se que o biênio 2018-2019 terá 68.220 novos casos da doença. Tal número corresponde a sete casos a cada hora, somando 31,7% dos diagnósticos de todos os tipos da doença registrados no país, fazendo deste o mais incidente entre os homens depois do carcinoma de pele não-melanoma.Segundo o oncologista clínico do Hospital Carlos Fernando Malzoni e diretor técnico do Inorp-Oncoclínicas, Diocésio Andrade, homens que estejam na faixa de risco, ou seja, acima de 50 anos, precisam discutir com seu médico sobre o rastreamento e os exames necessários para evitar a doença. “Em geral todos os homens devem fazer acompanhamento anual e realizar o exame de toque retal, pois se trata do único exame considerado eficaz e capaz de detectar a doença com precisão”, explica. Diocésio lembra que no caso do câncer de próstata, é necessário a cirurgia ou radioterapia e, dependendo do resultado, a hormonioterapia. Ele alerta ainda que, a incidência do câncer precoce, em geral, surgem em pessoas negras, e muitas vezes, de forma mais agressiva, como aponta dados epidemiológicos recentes divulgados nos Estados Unidos, portanto, independente da idade, a recomendação é que os homens falem sobre o assunto com seu médico .Um dos principais obstáculos na prevenção e detecção desse tumor, e outros que afetam apenas a população do gênero masculino, é exatamente o preconceito. Diocésio relata que esse é um fato visível ainda nos dias de hoje. “Existe muito preconceito em relação ao exame de toque retal, e isso precisa mudar , por isso, campanhas como o ‘Novembro Azul’ são extremamente importantes para desmistificar isso, pois, a medida que os homens têm o conhecimento, cada vez mais, da sua importância para curar a doença, em caso de diagnóstico, menos preconceito e mais consciência terá”, afirma. O exame de toque retal com a avaliação do PSA, é fundamental para diagnosticar o tumor em estágio inicial e salvar essas vidas”, conclui.Ainda segundo informações do Inorp-Oncoclínicas, uma pesquisa realizada em 2017 pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), encomendada pelo Datafolha, indicou que 21% do público masculino acredita que o exame de toque retal“não é coisa de homem”. Considerando aqueles com mais de 60 anos (grupo de risco), 38% disseram não achar o procedimento relevante. Outro dado do IBGE mostrou que aproximadamente 5,7 milhões de homens de 50 anos ou mais realizaram exame físico ou de toque retal nos 12 meses anteriores à pesquisa, equivalendo a apenas 25% dessa faixa de idade. A relação mais importante, porém, relacionada aos homens parece ser diagnóstico precoce e o autocuidado proativo e preventivo, algo que não é comum no público masculino, tradicionalmente reticente e orgulhoso para procurar atendimento especializado e compartilhar suas fragilidades. Não à toa, 70% das mulheres comparecem às consultas médicas do parceiro segundo levantamento realizado pelo Centro de Referência em Saúde do Homem do Estado de SP.

 

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